
“Não lemos nem escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana. E a raça humana está repleta de paixão. A medicina, advocacia, administração e engenharia são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor… É para isso que vivemos.” Extraído do filme: Sociedade dos Poetas Mortos
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Momento da Poesia...

Frase do Dia...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Momento da Poesia...

Feliz do homem que sem cerimônia
e com audácia, faz de vitórias couraça
para nos caminhos da vida não derrancar
sua pele nos espinhos e agonizar
Feliz do homem que enfrenta as tristezas
e não pra debaixo da mesa
vai refugio encontrar
e sim sobre alto palanque
grita... "sigo avante" rumo a vitória, deixa levar
Feliz do homem que acaricia a mulher
com suas mãos deixa-lhe ver que és
e entorpece com gestos e poses
enche-a de gozo e amores
Feliz do homem que com paciência
vê o injusto escarnio alheio,
contra si e sem rodeio
sofre mas espera fiel
até que seja honrado, é o céu
Feliz daquele que simplesmente vive
sofre, geme, ai que triste
mas que goza, sente, sorri
e a vida vai vivendo, aí de mim.
Momento da Música...
Composição: Mário Maranhão - Eunice Barbosa - Mário Marcos
Voa, voa minha liberdade
Entra se eu servir como morada
Deixa eu voar na sua altura
Agarrado na cintura
Da eterna namorada
Voa feito um sonho desvairado
Desses que a gente sonha acordado
Voa, coração esvoaçante
Feito um pássaro gigante
Contra os ventos do pecado
Voa nas manhãs ensolaradas
Entra, faz verdade esta ilusão
Quero ser teu infinito
Neste azul sem dimensão
Voa...
Frase do Dia
A mãe do cativo
Ó mãe do cativo! que alegre balanças
A rede que ataste nos galhos da selva!
Melhor tu farias se à pobre criança
Cavasses a cova por baixo da relva.
Ó mãe do cativo! que fias à noite
As roupas do filho na choça da palha!
Melhor tu farias se ao pobre pequeno
Tecesses o pano da branca mortalha.
Misérrima! E ensinas ao triste menino
Que existem virtudes e crimes no mundo
E ensinas ao filho que seja brioso,
Que evite dos vícios o abismo profundo ...
E louca, sacodes nesta alma, inda em trevas,
O raio da espr'ança... Cruel ironia!
E ao pássaro mandas voar no infinito,
Enquanto que o prende cadeia sombria! ...
II
Ó Mãe! não despertes est'alma que dorme,
Com o verbo sublime do Mártir da Cruz!
O pobre que rola no abismo sem termo
Pra qu'há de sondá-lo... Que morra sem luz.
Não vês no futuro seu negro fadário,
Ó cega divina que cegas de amor?!
Ensina a teu filho - desonra, misérias,
A vida nos crimes - a morte na dor.
Que seja covarde... que marche encurvado...
Que de homem se torne sombrio reptíl.
Nem core de pejo, nem trema de raiva
Se a face lhe cortam com o látego vil.
Arranca-o do leito... seu corpo habitue-se
Ao frio das noites, aos raios do sol.
Na vida - só cabe-lhe a tanga rasgada!
Na morte - só cabe-lhe o roto lençol.
Ensina-o que morda... mas pérfido oculte-se
Bem como a serpente por baixo da chã
Que impávido veja seus pais desonrados,
Que veja sorrindo mancharem-lhe a irmã.
Ensina-lhe as dores de um fero trabalho...
Trabalho que pagam com pútrido pão.
Depois que os amigos açoite no tronco...
Depois que adormeça co'o sono de um cão.
Criança - não trema dos transes de um mártir!
Mancebo - não sonhe delírios de amor!
Marido - que a esposa conduza sorrindo
Ao leito devasso do próprio senhor! ...
São estes os cantos que deves na terra
Ao mísero escravo somente ensinar.
Ó Mãe que balanças a rede selvagem
Que ataste nos troncos do vasto palmar.
III
Ó Mãe do cativo, que fias à noite
À luz da candeia na choça de palha!
Embala teu filho com essas cantigas...
Ou tece-lhe o pano da branca mortalha.
Porto Solidão
Jessé
Composição: Zeca Bahia e Gincko
Se um veleiro
Repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração...
Meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
Diversos naufragados
E sem tempo...
Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...(2x)
Se um veleiro
Repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração...
Meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
Diversos naufragados
E sem tempo...
Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...(4x)
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Momento da Poesia...


quarta-feira, 2 de junho de 2010
Frase do dia...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Momento da Poesia...

Momento da Música...
Ouça
Maysa
Campanha pela Memória e pela Verdade...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Lealdade, uma tarefa difícil...

Tomemos como base o cenário político nacional, a começar pelo eleitor, que troca seu voto por dinheiro, favores, ou pequenos mimos, sendo desleal com sua comunidade, desde a família, passando pela comunidade local (cidade) e indo até o todo (país). Mas o pior, é que o eleitor ao fazer isso é desleal consigo mesmo. Passemos aos eleitos, que para se elegerem prometem mundos e fundos ao eleitor, compram votos, como já dito, com dinheiro, mimos e promessas e favores, são desleais conosco, eleitores e desleais com a função que vão exercer, assim, vemos que verdadeiramente a lealdade encontra-se em desuso, é démodé. Vejamos outros casos, como por exemplo, o caso do comércio, onde as vezes vemos comerciantes vendendo produtos falsos, enganando aquela pessoa que, de boa fé, compra seu produto, e, de certa forma, possibilita-o o sustento. Por fim vemos o caso do casal, seja namorado, noivo, casado, convivente em união estável e etc., onde se prega a fidelidade acima de qualquer coisa, mas, muitas das vezes vemos um casal fiel, mas que o homem espanca, rouba ou se aproveita da mulher, ou vice e versa. A pessoa pode até, afetivamente, não trair a outra, mas comete outros atos sórdidos, faltando assim com a lealdade. O ato de ser legal, de se “jogar limpo”, muitas das vezes, pode ser, como a confissão em um processo criminal, deslizes podem acontecer, mas se a parte for leal o suficiente para assumi-los, a “pena” com certeza poderá ser mais branda. Uma pessoa uma vez me contou de um fato ocorrido em uma novela, onde a mulher, com uma certa deficiência, casada, é indagada por uma amiga, após a morte do marido, quando ao fato de todos os envolvimentos dele com outra mulheres e ela responde dizendo que apesar disso, ele era leal a ela. Ele era quem a ouvia nos momentos de tristeza, quem a socorria com os problemas de sua vida, sempre estava ao seu lado seja qual fosse o infortúnio que se fazia presente. Ele era um companheiro e sim, leal a ela.
Assim, acredito copiosamente, que falta lealdade em nossas vidas, e que com certeza se houvesse um pouco mais desse ato nobre, a vida com certeza seria mais fácil de ser vivida.
Frase do Dia...
A vingança nunca é plena...

Momento da Música...
Nos Bailes da Vida
Milton Nascimento
Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento
Foi nos bailes da vida ou num bar
Em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim
Cantar era buscar o caminho
Que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe tudo tão bom
Até a estrada de terra na boléia de caminhão
Era assim
Repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso
de viver nem de cantar
terça-feira, 4 de maio de 2010
Momento da poesia...






