Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de janeiro de 2013

Momento da Poesia...


Intimidade 

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Momento da Música...

PROVAS DE AMOR
Titãs



Acabo de te trair
Em pensamento
Não deixo você ouvir
O que te traz sofrimento
Acabo de me trair
O que é que eu estou dizendo ?

Se é amor tem
Desencontros
Amar também
Um contra o outro
E lutar sempre
Por esse amor
Que morre e reascende
Melhor

Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor

Acabo de me separar
Sem fazer alarde
Te ligo quando chegar lá
E te escondo a verdade
Nós vamos nos reconciliar
E você nem sabe

Se é amor tem
Desencontros
Amar também
Um contra o outro
E lutar sempre
Por esse amor
Que morre e reascende
E não tem fim

Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Momento da Música...

Homenagem a todas as "anas", sejam "Ana" ou "...ana" e mesmo que não seja "Ana", seja "...ane", ou melhor, a você mulher!!!
Ana e o Mar
O Teatro Mágico


Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar
Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol
Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
Ana e o mar... mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar
Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor... Ana e o mar

domingo, 3 de junho de 2012

Você Vai Lembrar De Mim
Nenhum de Nós


Quando eu te vejo
Espero teu beijo
Não sinto vergonha
Apenas desejo

Minha boca encosta
Em tua boca que treme
Meus olhos eu fecho
Mas os teus estão abertos

Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Explica tudo, sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias

Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Mas você lembra!
Você vai lembrar de mim
Que o nosso amor valeu a pena
Lembra é o nosso final feliz
Você vai lembrar...
Vai lembrar...sim...
Você vai lembrar de mim.

Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Que explica, tudo sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias

Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Mas você lembra!
Você vai lembrar de mim
Que o nosso amor valeu a pena
Lembra é o nosso final feliz
Você vai lembrar...
Vai lembrar...sim...
Você vai lembrar de mim.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Momento da Poesia...

Azul

Sabe, hoje está tudo azul
não azul da cor do mar
tá mais pra azul da cor sei lá

pois mesmo hoje o azul está
indefinido, vazio e até 
incolor diria

mas azul incolor?
como?
impossível!?

Pelo contrário
infalível
pois o azul que tanto contemplam

não só muda,
como madruga
todo dia e sim que dias

Azul, como na música
Azul que indica candura
do céu que de tão azul chega ser anil

Azul, belo azul
do belo dia que veio
passou, se foi

não volta, ou volta
basta querer
ou dizem que se apertar o botão

certo, ao certo não sei
só sei que azul se faz o momento
não azul da cor do mar

azul da cor de quem quer que seja
não como o trem
mas como o vento

voltamos ao incolor
mas permanece o azul
blue, bleue, blau

os nomes do azul
da cor do mar
do ar, do encantar

azul, 

como o amor
que é belo
voltamos ao mar

e pra que parar

azul,
do mar, do ar, do lar

enfim
de qualquer lugar

 
Eduardo Ferreira Dias de Souza

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Momento da Poesia...

Alegria


Não confunda com alergia
esse sentimento que estasia
traz consigo paz e até amor
E dependendo da alegria,
traz calor

Conseguir domá-lo
não é coisa só pra sábio
as vezes no caminho
esse sentimentozinho
surge como um chuvisco

A chuva vem de repente,
a alegria também aparece assim pra gente
nas grandes e pequenas coisas
pega de surpresa até o coroa
que em tese é experiente, que coisa

Então a alegria
é sentimento que inebria
quando se abre pra ela
não se fica ruim da cuca.
E aí você me pergunta:

Cuca não rima com ela?
Mas a alegria que hoje sinto
não só rima, é sentida
vivida, indelével em minh'alma
e alegria ainda não é alergia, 
pois ela vem e desejo que fique


Eduardo Ferreira Dias de Souza

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Coisas de quem ama...

Oceano
Djavan


Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?

Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...

Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...

Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...

Só sei viver
Se for por você!

Momento da Poesia...

O Amor


O amor, quando se revela, 
Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar p'ra ela, 
Mas não lhe sabe falar. 


Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer 

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!


Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar, 
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Momento da Poesia

Indagação


Amor,
mas o que é amor?
Pergunto ao avô,
que já viveu um horror

Que será essa coisa,
que deixa essa gente doida
sem saber o que fazer
tem gente que pensa até em morrer

Mas o que será o amor?
Por que esse terror?
Esse medo de tentar,
de viver se lambuzar

As vezes amargo,
mas por vezes delícia.
Essa coisa de amor
também alucina.

Amor,
mas o que é amor?
Pergunto ao senhor,
se por isso passou

Amor,
mas o que é amor?
não sei, não sou avô
nem mesmo senhor

Sou garoto,
sou burrinho.
Sou maroto
ou até docinho

Amor,
o que é amor?
De volta ao terror
prefiro não saber

Esse negócio todo
é viver
pra quem sabe um dia aprender
quando for avô ou senhor

Eduardo Ferreira Dias de Souza

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Momento da Poesia...

Ardor



No peito um ardor
ardor de bem querer?
fazer o que?
se insistes em me incendiar

No peito esse ardor
que queima e faz pensar
o que querer?
Deixar queimar?

Ardor, meu doce ardor
que me faz querer viver
que faz no peito
o coração bater

Ardor, que doce ardor
que pavor, aumenta a dor
se me falta esse sentimento
que queima por dentro

Ardor, e que ardor
preciso sentir esse calor
se não viver
fica sem cor

Ardor, que beleza esse ardor
queima forte, me faça forte
ajuda nessa sorte
de viver, de amor


Eduardo Ferreira Dias de Souza

terça-feira, 12 de abril de 2011

Somos Iguais e tão desiguais...

Hoje estava vendo a cena de um filme espetacular chamado Ó Pai Ó! Um filme nacional que mostra a história de uma comunidade existente na cidade de Salvador, mostra vários aspectos sociais, culturais e principalmente pega pesado no quesito diferenças sociais existentes naquela localidade e que infelizmente não existe apenas lá, mas sim em todo o Brasil.
Mas um fato me chamou muita atenção no filme. Uma cena ocorrida entre os personagens Roque, interpretado por Lázaro Ramos e Boca, interpretado por Wagner Moura. A referida cena, ao meu ver, é simplesmente LINDA! Isso mesmo, LINDA. Podem até dizer do vocabulário utilizado, mas está mais que adequado ao contexto social, e sinceramente, hoje em dia não é apenas nas localidades mais simples em que ouvimos a expressão "vai tomar no cú". E é justamente com essa expressão que Boca encerra sua fala, por não lhe sobrar argumentos para continuar aquela discussão! Boca ao tentar negligenciar Roque que lhe prestará um serviço de pintura de carrinhos para venda de café, mas que na realidade seriam utilizados para venda de drogas, para não pagar na totalidade o serviço inventa uma história mirabolante e o tempo todo chama Roque de "irmão" referindo-se à raça que pertence. Mas Boca, ao se ver acuado, pois Roque se recusa a entregar-lhe os carrinhos sem o pagamento combinado, passa então a agredir a Roque fazendo menção à raça negra, lembrando aquele velho ditado RACISTA e INFELIZ que diz: "Preto quando não caga na entrada, não caga na saída". Boca o agride dizendo que ele, Roque, o estaria "sacaneando" por não ter tido oportunidade e por ser negro, rebaixando-o. Roque ao tentar se defender, utiliza a mesma expressão usada por Boca e diz algo como "Espera aí meu irmão?" Fazendo novamente menção à raça, fazendo com que Boca responda: "Nós não somos irmãos não, você é negro!" E repete por várias vezes a expressão "Você é NEGRO" rebaixando Roque com base no tom da pele. Mas Roque, como já dito, deixa a Boca a única opção a Boca de terminar aquele momento com um "vai tomar no cú" e repito, Boca não tinha o que dizer, não poderia, pois as palavras de Roque foram SÁBIAS! Mas deixo a você caro leitor o vídeo que segue, pois a imagem diz mais do que minhas meras palavras! E deixo esse vídeo aqui principalmente para chamar a atenção daqueles que trazem consigo essa marca infame e cruel que é o RACISMO! Deixo a você as palavras de Roque que provam por A mais B que somos todos IGUAIS apesar de sermos também desiguais! RESPEITO, HONRA, LIBERDADE, COMPREENSÃO, HARMONIA, PAZ e AMOR AO PRÓXIMO! Isso e muito mais, é o que precisamos! A cor da pele, preferência sexual, a falta de uma perna ou de um braço, o fato de se estar em uma cadeira de rodas, não falar, não ouvir, não enxergar, professar uma religião diferente, não muda o fato de sermos todos SERES HUMANOS!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Momento da Música...

Metade
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.